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POESIA: Soneto

Soneto
                                  Luís de Camões

Busque Amor novas artes, novo engenho,
Para matar-me, e novas esquivanças;
Que não pode tirar-me as esperanças,
Que mal me tirará o que eu não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
Andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que me mata e não se vê;

Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei por quê.

01. Segundo os versos do poema, o eu lírico
a) está à procura do Amor.
b) está amando e cheio de esperanças.
c) está seguro devido ao Amor.
d) está sem esperança.

02. Quais termos expressão contradição
a) novo engenho   b) bravo mar     c) perigosas seguranças    d) novas artes

03. “Busque Amor novas artes, novo engenho”, o termo em destaque tem o mesmo sentido de
a) artimanha         b) trabalho                 c) objetivo            d) solução

Fonte bibliográfica:

http://pracadapoesia.blogspot.com/2009/01/busque-amor-novas-artes.html?m=1


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